FRAUDE DE PESCADOS EM SANTA CATARINA (peixe panga II)

Tempos atrás escrevi aqui um artigo intitulado “O golpe do peixe panga”, baseado em minhas experiências pessoais como consumidor de pescados. Agora, a Folha de São Paulo noticia, no dia de hoje, que 08 empresas de pescados de Santa Catarina estão sendo objeto de investigação na fraude na venda de pescados. Constitui essa prática empacotar peixe congelado e rotular como espécies nobres (como linguado, congrio e bacalhau), peixes de qualidade inferior, valor comercial muito inferior e procedência duvidosa (entenda-se aqui, peixe panda, entre outros, como um linguado estranho que fiz o dono de um restaurante mostrar-me na caixa). A reportagem pode ser conferida no seguinte link:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/04/1439223-policia-federal-usa-dna-para-descobrir-fraude-na-venda-de-pescados-em-sc.shtml.

As investigações estão sendo presididas pela Polícia Federal em parceria com o Ministério da Agricultura e estão sendo utilizando amostras dos pescados para efetuar exames de DNA a fim de identificar as espécies e compará-las com o produto ofertado, assim como para identificar pescados ameaçados de extinção, cuja captura é proibida.

O caso é realmente escandaloso e trata-se da prática reiterada de estelionato e outras fraudes contra o consumidor de boa-fé. Envolve não só as empresas como também os donos de restaurantes, como já apontei anteriormente, uma vez que qualquer cozinheiro sabe a diferença entre certos tipos de pescados e se ele continua a ser servido como “peixe nobre”, é porque, de alguma forma, é um bom negócio para quem fornece as refeições. Não há ingênuos nesse negócio, embora toda regra admita exceções