O PASTOR E OS CHEQUES SEM FUNDOS

 

      Curioso caso julgou recentemente o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em que um pastor da Igreja Assembleia de Deus ingressou com uma ação de reparação de danos morais em razão de ter sido proibido de pregar pela diretoria da referida instituição, sob o argumento de que ele havia emitido 24 cheques sem fundos. A ação foi julgada improcedente, sustentando o relator que a Igreja tinha toda a razão. Segundo informado na notícia, a defesa da Igreja calcou-se noargumento de que a atitude feria seus estatutos, mas acrescentou que, tão logo o pastor liquidou suas pendências, ele não apenas foi readmitido no púlpito, como recebeu uma carta de recomendação para pregar em outras igrejas da região. Confesso que cheguei a ficar na dúvida se a causa de pedir do pastor não teria decorrido justamente do fato de ele ter sido readmitido e recompensado, e amparada pela famosa tirada de Groucho Marx, de que “jamais frequentaria um clube que o aceitasse como sócio”. Mas não. A realidade não pára de nos surpreender. No caso, duplamente.