PROPOSTA CONCILIATÓRIA

     Aconteceu na comarca de Araranguá, com um com um colega meu, de topar com um processo em que um cidadão havia vendido o mesmo terreno quatro vezes, para quatro pessoas diferentes. Na fase conciliatória da audiência, o juiz fez ver ao réu que a conduta dele era inaceitável, vender o mesmo imóvel quatro vezes, frustrando as expectativas dos compradores e alimentando quezílias entre eles.

     O réu não se alterou e concordou que uma solução tinha que haver e que ele mesmo tinha uma proposta que encerraria o conflito, e dirigindo-se ao juiz, ponderou: “doutor, é só eles construírem um prédio em cima do terreno.”

     Fim da história.