LULA E O USO PREDATÓRIO DA JUSTIÇA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO POLÍTICA.

 

   Quem é Lula, quem é verdadeiramente esse homem? É aquele que posa de estadista quando tem o mandato presidencial ou aquele que se revela nas inconfidências das conversas telefônicas interceptadas? Aquele que vai mandar “peões descer a porrada nos coxinhas”, “que manda a justiça enfiar o processo no c.”, que age contra a Justiça recebendo um “documento falso do Bessias” e que nos congressos de seu partido não cansa de martelar na divisão do paísentre nós e os coxinhas”, que somam, pelo menos metade do povo brasileiro?

  Quem é esse homem que considera coxinha seus adversários de classe média, mas idolatra os ricos artistas que não se constrangem de apoiá-lo, como Chico Buarque?

   Nunca, na história do Brasil, alguém pretendeu ser um líder político dividindo seu povo e esse cidadão faz disso o núcleo de seu discurso. Como se pode confiar em alguém assim? Por acaso vivemos da Alemanha nazista ou na Itália fascista, que precisa demonizar classes sociais e encontrar inimigos para combater, como base de sustentação de poder?

   Quem é realmente esse sujeito, que no passado, nas greves do ABC, teria sido informante e alcaguete do DOPS, e tolerado convenientemente pelo General Golberi do Couto e Silva (esse episódio negro de sua vida é público e notório e está em inúmeras paginas da internet) e agora se cospe todo para falar mal dos delatores que o entregam?

   Qual é o código de valores que possui esse homem, que estimula romarias até Curitiba para tentar mostrar-se vítima da vingança da classe média. Um homem que sabe a verdade sobre si mesmo, sobre o mal que produziu e que não tem o menor escrúpulo de atacar o Poder Judiciário porque está cumprindo sua função constitucional de julgar criminosos apenas para se excluir desse rol.

   Somente um bandido enriquece na presidência da República e Lula está muito rico, mas sua riqueza é dissimulada em  palestras a 200.00 dólares pagas pela Odebrecht (quem pagaria essa soma para ouvi-lo? E ele, que se comparava a Bill Clinton) com dinheiro público e presentes cuja propriedade ele em vão continua negando (os imóveis de Guarujá, o sítio, o prédio do seu Instituto, etc.). Enriqueceu toda sua família escandalosamente, e não há um parente seu que não tenha subido na vida com dinheiro sujo e troca de favores infames.

   É esse Lula, a sua verdadeira essência, que está sentado no banco dos réus. Ele não é injustiçado, de fato, é um favorecido, pois foi poupado no Mensalão, do qual, hoje se sabe mais do que sempre se soube, era o principal mandante. Injustiçados são os milhares de réus que enchem as nossas prisões porque ele e sua turma de criminosos estavam muito mais preocupados em desviar dinheiro público do que em implementar o desenvolvimento do país, que largaram com 13 milhões de desempregados e falido. Essa é a herança de Lula.  A riqueza nacional, esta, foi parar nos bolsos dos companheiros e das empreiteiras. Enquanto o Brasil penava, sua megalomania de líder, emprestava bilhões de dólares a ditaduras latino-americanas, sem receber nada em troca e tudo isso movimentando uma monstruosa máquina de propinas e superfaturamentos.

   Como pode haver ainda grupos hoje que negam a existência do Mensalão, do Petrolão e sem conhecer nada do envolvimento de Lula em ocultação de patrimônio, jura que ele é inocente? “Mentira” é o mantra de Lula. Até o ingênuo Mujica, este sim, cheio de balas no corpo, que mora numa fazendinha no Uruguai e possui um fusca, caiu na esparrela de Lula. Que desgraça, ver um homem decente ser envolvido assim pelo marketing do PT e até sorrir quando Lula se refere “aos coxinhas”.

   Não se deve fazer prognósticos, mas todas as provas levantadas contra o réu tem sido, desde o início, tornadas públicas por todas as mídias. E as provas que nos chegam ao conhecimento são apenas parte do que se encontra no processo, provavelmente, porque a defesa não precisa provar nada. Lula é simplesmente, um homem que não tem coragem de confessar, mas teve a  audácia de fazer, de ocultar patrimônio, evadir divisas nacionais, e de criar um verdadeiro  banditismo de Estado, como foro de permanência desde o Mensalão.

   Na Coréia do Sul, a sua ex-presidente está presa por suspeita de corrupção e não está encontrando advogados dispostos a defender sua causa. Em Portugal, o ex-primeiro ministro também foi para a cadeia preventivamente justamente por negociatas sujas envolvendo….Lula. Aqui, ele está solto e nunca será preso, fugirá! Não lhe faltam advogados chicaneiros de alto coturno, profissionais do lobby políticos, estacionados com escritórios na Avenida Paulista ou ao lado do STJ, que são regiamente remunerados com dinheiro público originado da corrupção  – dispostos a tudo por la plata, siempre.

   O que espanta  alguns é o fato de que ele nunca tenha passado recibo e que essa é a prova que está faltando. Ora, nenhum corrupto passa recibo, muito menos quando se é a pessoa mais importante de um esquema de corrupção de Estado. Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, etc., sempre protegeram o seu maior patrimônio: a presidência da República.

   Esse dúvida que a alguns assusta, corresponde ao conteúdo das declarações do réu, batidas insistentemente: “se provarem que o apartamento é meu, eu vou pra cadeia em Curitiba a pé!”, declaração que  confunde prova de crime com prova literal e com a confissão. Por isso, ele explora politicamente a circunstância de que não há prova suficiente que ele seja culpado, embora essa ausência de uma escritura pública de compra e venda seja produto, exatamente, da sofisticação e malícia de seu modus procedendi. Aliás, seria muito mais digno ter usado o dinheiro das palestras para efetuar a compra; daria uma aparência de regularidade, embora só estivesse lavando dinheiro sujo. Tudo o que ele diz é estratégia bem pensada. Lula sabe muito bem disso e é por isso que afirma que sua sentença condenatória já está pronta, sentença que ele mesmo daria de consciência limpa se estivesse no lugar de quem vai julgá-lo.

   A ausência de recibos ou confissão é irrelevante quando todas as provas – e por provas entenda-se aqui o depoimento dos mais altos dirigentes dessas empresas, os donos, inclusive e as perícias levadas a cabo no local – se acumulam e convergem sempre para a confirmação dos fatos relatados pela denúncia. Nada é mais falso do que a ideia de que o processo penal busca a verdade e o processo civil a verossimilhança. Isso é uma compreensão errada da função do processo que não confunde mais nem estudantes de direito. Todo processo é julgado com base em verossimilhança, diferenciando-se o cível do crime em que neste, a prova da verossimilhança deve ser contundente. A negativa do réu, nessas circunstâncias, remanesce simplesmente como a sua versão dos fatos e isso é tudo, num Estado de Direito que respeite o direito à ampla defesa.

   Para ver como o conceito de Lula acerca de provas é distorcido, basta imaginar o que ele teria a dizer se sua filha fosse estuprada e gravemente ferida e o réu negasse a alegação e as testemunhas só o tenham visto de costas? Aceitaria a sentença de absolvição por ausência de provas ou esbravejaria que nesse tipo de crime a prova indiciária é suficiente, porque é de sua natureza que sejam cometidos clandestinamente?

   A verossimilhança é o quanto basta, desde que passe por um escrutínio cuidadoso das provas.

   É por isso que a maioria dos estupradores são condenados, por indícios veementes de autoria, e é por isso que Lula merece ser condenado, pois ele tem estuprado a República há tanto tempo, que seria um escândalo, uma abominação contra todos os estupradores que ele seja absolvido.