APRENDENDO A ESCREVER COM SCHOPENHAUER

  Ler frases como as seguintes faz parte da minha rotina diária: “A parte autora, ora agravada, pleiteou na inicial o pagamento de alimentos, cujo qual foi determinada liminar.” “A parte recorrente tivera proposta em seu desfavor uma ação de Busca e Apreensão Veicular.”      Nada vai mudar essa realidade, pelo contrário, é um universo em expansão,…

LIMA BARRETO E O JURIDIQUÊS

     Quando se fala em juridiquês, muitas pessoas pensam em linguagem jurídica, mas não existe nenhuma identidade entre elas. O juridiquês não é uma linguagem jurídica. É uma técnica, que visa a ostentação de riqueza vernacular e um resultado: atormentar o leitor com um vocabulário especioso e enfadonho, dificultando a fluidez da mensagem jurídica que…

AS PETIÇÕES E OS POLISSÍLABOS

       Consequentemente. Nada de estranho com esse vocábulo, mas pensando bem, ele é cansativo. É polissilábico ( 6 sílabas, 3 delas grandes) e possui 16 letras. Isso acontece com frequência em palavras terminadas em “mente” , “idade”, “ção”, “antes”, “entes” e que são utilizadas com frequência em textos jurídicos. Exemplos: inadvertidamente, possivelmente, provavelmente,…

JURIDIQUÊS E LEGALESE VS LINGUAGEM OBJETIVA (PLAIN LANGUAGE)

   OBSERVAÇÃO: o nome deste blog, para efeito de pesquisa, mudou para direitomemoriaefuturo.com       Quem tem mais de 10  anos de convívio com o direito, especialmente o direito Penal, conhece muito bem os tormentos pelos quais passam o juiz para formular e os jurados para compreender os quesitos que são formulados de acordo…

LINGUAGEM JURÍDICA: DO BACHARELISMO À PLAIN LANGUAGE

         Depois de me deparar com a expressão “esculápio” em uma decisão deste Tribunal, e de outras que tenho visto serem utilizadas com frequência, como “impago”, “derruída”, “objurgada”, todas elas citadas nas ementas, decidi republicar o presente texto, apenas um dos muitos que aqui se encontram criticando a artificialidade da linguagem jurídica.…